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Por que eu sempre escolho o mesmo tipo de pessoa? Entenda a "Química do Esquema"

  • 19 de mai.
  • 2 min de leitura

Você já sentiu que tem um "dedo podre"? Ou que, apesar de mudar de parceiro, os problemas e as discussões acabam sendo sempre os mesmos?


Na Terapia do Esquema, chamamos isso de Química do esquemática. É aquela atração intensa e imediata que sentimos por alguém que, ironicamente, tem o "encaixe perfeito" com as nossas feridas emocionais da infância.


O paradoxo da familiaridade

Nosso cérebro busca o que é familiar, mesmo que isso nos faça mal. Se você cresceu em um ambiente onde o amor era instável ou difícil de conquistar, sua mente aprendeu que "amor é isso".


O Esquema de Abandono: Pode fazer você se sentir atraído por pessoas emocionalmente indisponíveis ou comprometidas. A luta para "prender" essa pessoa ao seu lado é uma tentativa inconsciente de curar o abandono do passado.


O Esquema de Privação Emocional: Faz com que você escolha parceiros que não sabem ouvir ou demonstrar afeto, reforçando a sua crença de que "minhas necessidades nunca serão atendidas".


O Esquema de Subordinação: Leva você a buscar pessoas controladoras, onde você acaba anulando suas próprias vontades para manter a harmonia.


Como identificar se você está em um "Ciclo de Esquemas"?

Fique atento a estes sinais nos seus relacionamentos:


1. Intensidade vs. Intimidade: Você sente uma paixão avassaladora e "urgente" logo de cara? Cuidado: isso costuma ser o sinal de que um esquema foi ativado, não necessariamente uma conexão saudável.


2. Sensação de "Já vi esse filme": Os motivos das brigas e o sentimento de solidão são idênticos aos de relacionamentos passados.


3. Tentativa de Redenção: Você sente que, se conseguir mudar o outro, finalmente estará curado.


É possível mudar esse padrão?

Sim, e o caminho não é "parar de se apaixonar", mas sim curar a base.

Autoconhecimento: Identificar quais são os seus esquemas predominantes.

Observação de Gatilhos: Aprender a pausar quando a "química" for forte demais e avaliar: "Essa pessoa realmente me faz bem ou ela só é familiar para a minha dor?"

Reparentalização: Na terapia, você aprende a dar a si mesmo o que esperava que o outro desse, tornando-se menos dependente de validações externas que reforçam seus esquemas.



Relacionamentos saudáveis costumam ser construídos sobre a paz e a segurança, não sobre a montanha-russa emocional dos esquemas. Quando você cura a lente pela qual vê o amor, suas escolhas mudam naturalmente.


Olhando para sua história, você consegue identificar um padrão que se repete nos seus relacionamentos?


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Psicóloga Luana Limberger
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