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Terapia do Esquema: Por que repetimos padrões que nos fazem mal?

  • 12 de mai.
  • 2 min de leitura

Você já teve a sensação de que, não importa o quanto tente, acaba sempre nas mesmas situações? Pode ser o mesmo tipo de relacionamento complicado, a mesma autocrítica exagerada ou aquela sensação de abandono que surge sem explicação clara.

Se você se identifica com isso, a Terapia do Esquema pode ser a chave para entender o que está acontecendo.


O que são os "Esquemas"?

Imagine que seu cérebro é como um computador e os Esquemas Inadaptados Remotos (EIR) são "softwares" instalados lá na infância ou adolescência.


Esses esquemas surgem quando necessidades emocionais básicas não são supridas, como:

• Segurança e aceitação;

• Autonomia e competência;

• Liberdade de expressão;

• Lazer e espontaneidade.


Quando uma criança não recebe o que precisa, ela cria uma lente para enxergar o mundo. O problema é que, mesmo depois de adultos, continuamos usando essa mesma lente, o que distorce a realidade atual.


Os Esquemas mais comuns:

Existem 18 esquemas mapeados, mas alguns aparecem com frequência nos consultórios:

  • Abandono: A crença de que as pessoas que você ama vão te deixar ou morrer a qualquer momento.

  • Defectividade/Vergonha: O sentimento de que você é "estragado", cheio de falhas e que, se as pessoas te conhecerem de verdade, vão te rejeitar.

  • Privação Emocional: A sensação de que ninguém nunca vai suprir sua necessidade de carinho, proteção ou compreensão.

  • Padrões Inflexíveis: Uma busca implacável por perfeição, onde nada nunca está bom o suficiente.


Como a terapia funciona na prática?

Diferente da TCC tradicional, que foca muito no pensamento racional, a Terapia do Esquema mergulha nas emoções e na história de vida.

1. Identificação

O terapeuta ajuda você a descobrir quais "botões" estão sendo apertados quando você reage de forma exagerada ou dolorosa a uma situação.

2. Reparentalização Limitada

O terapeuta atua como uma figura segura que ajuda a suprir, dentro dos limites profissionais, aquelas necessidades que faltaram lá atrás, ensinando o paciente a cuidar da sua própria "criança interior".

3. Técnicas Vivenciais

Uso de cadeiras vazias, diálogos imaginários e visualização guiada para processar memórias dolorosas e mudar a forma como elas nos afetam hoje.


Para quem é indicada?

A TE é excelente para casos que parecem "resistentes" à terapia comum:

• Transtornos de personalidade;

• Problemas de relacionamento crônicos;

• Depressão e ansiedade recorrentes;

• Pessoas que entendem o problema racionalmente, mas não conseguem mudar o que sentem.


Me chama e vamos agendar sua primeira sessão para você saber mais.

 
 
Psicóloga Luana Limberger
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